Eis que lá das estrelas, Rei Celeste,
Tu vens nascer na gruta, ao frio agreste.
Ó Menino meu Divino,
eu Te vejo aqui tremer,
Assim… deitado.
Ó Deus amado,
Ó quanto Te custou ter me salvado!
Eis faltam ao Senhor, Deus das alturas,
Os panos e o calor das criaturas!
Meu divino Pequenino,
Tal pobreza grande assim, mais me enternece,
Se penso que é o amor que Te empobrece…
Gozando lá no Céu toda ventura,
Tu sofres nestas palhas tanta agrura.
Doce Eleito do meu peito,
onde vais em Teu amor?
Jesus, eu penso:
“Por que sofrer assim,
ó Amor imenso?”
Mas se é Tua Vontade sofrer tanto,
Por que chorar assim sentido pranto?
Terno Esposo, Deus ditoso, meu Jesus,
Compreendo, sim, Senhor querido:
Tu choras, não de dor…
Mas de amor ferido.
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